Escrevi o último post neste meu blog 5 minutos depois de saber a triste notícia. Escolhi a música que escolhi porque foi sempre a minha preferida. Não quis escrever nada que acompanhasse o vídeo pois não sabia ainda muito bem o que escrever. Não sabia muito bem o que sentir.
Agora que já passaram mais de 2 semanas não queria deixar de escrever algumas palavras sobre o Rei da Pop. Ainda para mais, quando tudo isto me "abalou" muito mais do que eu alguma vez pensei.
Sempre gostei muito da sua música. Lembro-me de ter 4/5 anos e andar com a cassete do Thriller (na minha opinião, O disco Pop perfeito!) para todo o lado com o meu irmão. Lembro-me de o dançar vezes sem conta na escola ao lado do meu amigo Márcio.
Também não vou mentir e dizer que deixei de "consumir" a sua música a partir do álbum Dangerous de 1991. A partir desse ano, virei-me para outros lados (Grunge e afins) e não mais voltei a prestar grande atenção à sua obra. Confesso que os escandâlos e toda aquela mudança de cor também não ajudaram...
Agora que tudo isto aconteceu, eu (como o resto do mundo) voltaram a pegar na sua música e voltei a lembrar-me que, sobretudo, as canções feitas entre 79 e 87 (com as pérolas Off the Wall, Thriller e Bad) são mais do que suficientes para o colocarem ao lado de um Elvis Presley.
No outro dia o meu irmão dizia, e bem, que Michael Jackson tinha um estilo único de cantar. Uma coisa é saber cantar (e ele também o sabia e de que forma) mas outra ainda mais difícil é ter aquela voz que não se ouve em mais lado nenhum e era isso que o distinguia. Para além do mais, o homem era um dançarino puro e até nisso, era absolutamente único, como o provou o seu "moonwalk".
Se formos a ver bem, MJ era um artista completo: cantava, dançava e compunha. E fazia estas 3 coisas a um nível que já não assistimos hoje em dia. E claro está, a acompanhar uma carreira brilhante, estão um rol de canções que o mundo da pop não dispensa.
Blame It on the Boogie (ainda com os seus irmãos), Can't Stop Until You Get Enough, Billie Jean, Beat It, Thriller, Bad, Smooth Criminal, Dirty Diana, Man in the Mirror, The Way You Make Me Feel...
Enfim, é daqueles artistas difíceis de escolher canções para alinhavar um best of. E isso, em termos musicais, já diz muito...
O mundo da música está de luto. Eu continuo triste. Sobretudo, porque enquanto alguém que AMA a música como eu, sabe que um artista do seu calibre não mais vai aparecer, viva eu quanto anos mais viver...
PS: ainda assim, e citando um dos seus irmãos na cerimónia de despedida, "talvez agora o deixem em paz..."
Saturday, July 11, 2009
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2 comments:
Também gostaria de me pronunciar sobre o Michael Jackson, por incrivel que pareça também mexeu comigo a sua morte, lamento que se tenha destruído a ele próprio, o querer alterar o seu tom de pele, o querer alterar a sua fisionomia, as drogas com que se envolveu e os escandalos que o rodearam, tudo isso fez dele um ser que nos passou um pouco indiferente, a ele, á sua música (que é excepcional)com um valor que dificilmente aparecerá outro, e, de repente acontece a sua morte.Voltámos então a valorizá-lo, e, já de uma forma como ele merece ser valorizado.É de facto, uma música única, um compositor excelente e um bailarino (dançarino) admirável.Não vou dizer que seria uma fã incondicional de Michael Jackson, nada disso, mas vou dizer "Atá Sempre Michael Jackson e Obrigado pela música que nos trouxe.
Uma perda enorme que me devastou como nunca imaginei...
Ficam cá muitas pessoas que como tu amam a Música para recordá-lo e prestar-lhe homenagens bonitas como esta...
MJ PARA SEMPRE...
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