Na música, como em qualquer outra arte, existem artistas que marcam um momento, uma altura, uma década, uma geração. Artistas que produzem trabalhos dignos de figurar naquela lista de pérolas que o tempo jamais esquecerá.
Por vezes, só nos apercebemos que estamos na presença de tais artistas quando passado uns anos, chegamos à conclusão que o que se produz actualmente não é mais do que aquilo que alguém já tinha introduzido há uns anos atrás.
Exemplos do que estou a dizer não faltam. No que diz respeito à música que foi feita nos últimos 40 anos, saltam-me à memória nomes como os The Doors, os Led Zeppelin, os Queen, os Pink Floyd, os The Pixies e mais recentemente, os Depeche Mode e os U2. Nomes que revolucionaram mercados, que inspiraram gerações e que ainda são hoje, referências de muito boa gente.
Na década passada é também impossível esquecer outros nomes como os Nirvana e os Radiohead que nos proporcionaram os épicos Nevermind e Ok Computer, respectivamente. E hoje em dia? Quem são os sucessores de toda esta fileira de nomes inesquecíveis?
Apesar de bandas como os U2, Depeche Mode e Radiohead, e cada um dentro do seu mercado e à sua maneira, continuarem a dar cartas na indústria musical, era de esperar que outros nomes começassem a aparecer.
Nomes que têm as suas raízes em algumas bandas que falei anteriormente. Nomes que prometem dar muito que falar nos próximos anos e que já nos mostraram que estão à altura da excelência que os seus antecessores produziram.
Álbuns como Black Holes and Revelations, dos britânicos Muse, ou Funeral dos canadianos Arcade Fire provam aquilo que vos estou a tentar dizer. A música continua bem viva e continua numa constante evolução, com uma qualidade que roça sempre os limites do brilhantismo. E ainda bem que assim o é.
Saturday, April 28, 2007
Subscribe to:
Post Comments (Atom)

7 comments:
Assim de repente lembro-me também dos Bloc Party que souberam trazer novidades sonoras únicas e que parecem estar já a influenciar outros tantos.
Nada que está a sair agora é original.
The White Stripes... é bem original!
Assino por baixo nos White Stripes... E Arcade Fire apesar de não ser original em cada um dos seus elementos base, acaba por sê-lo no seu todo...
olhem que Rhizome é bem original... quanto mais não seja na maneira de escrever do seu vocalista! :p
Discordo completamente. O Rock é uma àrvore enorme com vários ramos.
Só existem 4 diferenças entre as bandas que hoje nos surpreendem e as bandas que surgiram no underground londrinho dos decadentes anos 80 e 90: Localização, Sabem o que querem, tocam melhor e estão na moda.
Muitos dos grandes discos que sairam em 2006 e 2007 seriam certamente discos de prateleira, totalmente incompreendidos, se tivessem sido editados na altura do "Closer".
Hoje, as editoras apostam num novo/velho som. E qual o risco? Todos soarem da mesma maneira (The Editors=The Interpool, por exemplo).
Já ouviram o disco de estreia dos The Cinematics? E os "She Wants Revenge?" Soam a quê? Pois é...
E sabem que mais, vindo de um cota dos anos 80...Adoro voltar a ouvir a musica que me fez sentir diferente de todos e a quase todo o momento, profundamente deprimido.
Aleluia!!!
Cota! :p
Vai mas é ouvir a melhor banda do mundo, que por sinal é actual!
Gostei deste comentário porque posso estar a falar de "n" bandas...
Post a Comment