Saturday, April 28, 2007

Os Novos Herdeiros

Na música, como em qualquer outra arte, existem artistas que marcam um momento, uma altura, uma década, uma geração. Artistas que produzem trabalhos dignos de figurar naquela lista de pérolas que o tempo jamais esquecerá.
Por vezes, só nos apercebemos que estamos na presença de tais artistas quando passado uns anos, chegamos à conclusão que o que se produz actualmente não é mais do que aquilo que alguém já tinha introduzido há uns anos atrás.
Exemplos do que estou a dizer não faltam. No que diz respeito à música que foi feita nos últimos 40 anos, saltam-me à memória nomes como os The Doors, os Led Zeppelin, os Queen, os Pink Floyd, os The Pixies e mais recentemente, os Depeche Mode e os U2. Nomes que revolucionaram mercados, que inspiraram gerações e que ainda são hoje, referências de muito boa gente.
Na década passada é também impossível esquecer outros nomes como os Nirvana e os Radiohead que nos proporcionaram os épicos Nevermind e Ok Computer, respectivamente. E hoje em dia? Quem são os sucessores de toda esta fileira de nomes inesquecíveis?
Apesar de bandas como os U2, Depeche Mode e Radiohead, e cada um dentro do seu mercado e à sua maneira, continuarem a dar cartas na indústria musical, era de esperar que outros nomes começassem a aparecer.
Nomes que têm as suas raízes em algumas bandas que falei anteriormente. Nomes que prometem dar muito que falar nos próximos anos e que já nos mostraram que estão à altura da excelência que os seus antecessores produziram.
Álbuns como Black Holes and Revelations, dos britânicos Muse, ou Funeral dos canadianos Arcade Fire provam aquilo que vos estou a tentar dizer. A música continua bem viva e continua numa constante evolução, com uma qualidade que roça sempre os limites do brilhantismo. E ainda bem que assim o é.

7 comments:

Mike Monteiro said...

Assim de repente lembro-me também dos Bloc Party que souberam trazer novidades sonoras únicas e que parecem estar já a influenciar outros tantos.

Alcandura said...

Nada que está a sair agora é original.

lubalécio said...

The White Stripes... é bem original!

bone daddy said...

Assino por baixo nos White Stripes... E Arcade Fire apesar de não ser original em cada um dos seus elementos base, acaba por sê-lo no seu todo...

Morning_Theft said...

olhem que Rhizome é bem original... quanto mais não seja na maneira de escrever do seu vocalista! :p

Alcandura said...

Discordo completamente. O Rock é uma àrvore enorme com vários ramos.

Só existem 4 diferenças entre as bandas que hoje nos surpreendem e as bandas que surgiram no underground londrinho dos decadentes anos 80 e 90: Localização, Sabem o que querem, tocam melhor e estão na moda.

Muitos dos grandes discos que sairam em 2006 e 2007 seriam certamente discos de prateleira, totalmente incompreendidos, se tivessem sido editados na altura do "Closer".

Hoje, as editoras apostam num novo/velho som. E qual o risco? Todos soarem da mesma maneira (The Editors=The Interpool, por exemplo).

Já ouviram o disco de estreia dos The Cinematics? E os "She Wants Revenge?" Soam a quê? Pois é...

E sabem que mais, vindo de um cota dos anos 80...Adoro voltar a ouvir a musica que me fez sentir diferente de todos e a quase todo o momento, profundamente deprimido.

Aleluia!!!

Morning_Theft said...

Cota! :p

Vai mas é ouvir a melhor banda do mundo, que por sinal é actual!

Gostei deste comentário porque posso estar a falar de "n" bandas...