Porque houve um regresso ao passado. Aquela sensação a que os Pearl Jam sempre me habituaram de "temos algo a dizer, estamos descontentes com o estado de coisas e vamos fazer algo que reflicta isso mesmo, vamos manter a componente melódica e acrescentar-lhe um pouco de agressividade" está de volta.
O melhor exemplo disto mesmo é Comatose (a minha predilecta de todo o albúm) mas tal também se reflecte no single Worlwide Suicide, em Life Wasted e até em Army Reserve (com um refrão genial). Mas também existem aquelas pérolas "a la Black" como Gone, Parachutes, Marker in the Sand e na sentida Come Back (com um final arrepiante).
Ou seja, um albúm bastante consistente que marca o regresso da banda de Seattle aos bons velhos tempos e exemplo máximo disso mesmo é a voz (e como sempre, as suas palavras) de Eddie Vedder e os solos de Mike McCready.
Depois de tudo isto é esperá-los em Setembro para dois concertos que se afiguram como inesquecíveis. E enquanto Setembro não chega, é colocar o CD na faixa 12 e sentir aquilo que se quiser sentir. Amor, Amizade, Esperança... é o regresso.
"But the strangest thing today, so far away and yet you feel so close and I'm not gonna question any other way, there must be an open door for you to come back. I'll be here. Come Back."


4 comments:
Li agora mesmo que o novo álbum de Radiohead só vai sair em 2007... parece q é desta q os Pearl Jam vão voltar a ter "um álbum do ano"... :p
Vá não sejas assim. A música não é feita de "melhores do ano" ou "melhores de sempre". É para ser ouvida..
Abraço gigante
Pois... daí eu ter posto entre aspas... por ser figurely speaking... :p
Este albúm foi de uma ajuda crucial no facto de eu ter conseguido ultrapassar o meu trauma de voar...
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