Se o último post falava dos meus filmes de eleição, este vai incidir sobre os discos da minha Vida. Vou colocar somente um por artista para tentar ser o mais coerente possível...
Grace (1994): o albúm da minha Vida. Jeff Buckley consegue através de 10 temas mostrar-nos toda a diversidade do seu enorme talento, quer em originais deslumbrantes (Mojo Pin, Grace, Last Goodbye ou Lover, You Should've Come Over), quer em (brilhantes) versões de alguns dos seus atistas favoritos como Leonard Cohen ou Nina Simone. Contando com letras, também elas excepcionais, Grace arrepia-nos a cada audição. Ouvir este albúm torna-me mais humano...
Ok Computer (1997): a minha banda favorita tem neste albúm o seu maior feito. Tem também a canção perfeita, Paranoid Android, mas tem muito mais: o abstracto das letras de Yorke resulta na perfeição e toda a sonoridade aqui existente desperta-nos para novas realidades (como no mágico Let Down), enchendo-nos de nostalgia (Exit Music) ou fazendo-nos pular e gritar a plenos pulmões (Electioneering). É o casamento perfeito entre a pop-rock e a electrónica.
Nevermind (1991): os Nirvana foram durante largos anos a minha maior referência musical e Nevermind, pela sua sinceridade simplista e genuína, caracteriza-os melhor do que qualquer outro albúm. Subscrevo a opinião da maioria dos críticos quando dizem que Nevermind mudou a história da música e nem quero pensar o que seria desta se não fosse este disco. Kurt Cobain era de facto um compositor genial e pérolas como Lithium, In Bloom, Polly ou o inevitável Smells Like teen Spirit são irrepetíveis nos dias de hoje.
E não consigo colocar mais nenhum albúm ao nível destes 3 mas consigo ainda fazer uma lista, sem qualquer ordem específica, de albúns que também me marcaram e continuam a marcar. São eles:
Achtung Baby (1991): Pela excelência do tema One (um hino à noção de igualdade tão defendida, e bem, por Bono), pelas guitarras alucinantes de The Edge (Fly e Zoo Station) e pela dor (Love is Blindness), esperança (Acrobat) e alegria (Who's Gonna Ride Your Wild Horses) da voz do Sr. Paul Hewson.
Doolittle (1989): Os Pixies no seu melhor como mostram as canções Hey, Debaser ou Mr. Grieves. A alegria deste albúm é contagiante e faz-me saltar até ficar sem forças. If Man is Five then the Devil is Six and God is Seven...
The Queen is Dead (1986): The Boy With the Thorn on his Side é uma canção brilhante tal como o é a voz de Morrissey em todo este disco, ora alegre (Cemetery Gates), ora triste (I Know it's Over).
Violator (1990): apesar de ser de 1990, permanece totalmente actual. Uma banda, até aqui, eletrónica lança-se ao pop-rock, atingindo a excelência em Personal Jesus e Enjoy the Silence.
When the Pawn (1999): a minha artista favorita consegue reunir neste albúm 10 excelentes canções. Simples, alegres, tristes, doces, amargas... enfim, tem um pouco de tudo e eu não me canso de o escutar.
Sublime (1996): Reggae and ska meets punk num albúm marcado pela melodiosa voz do saudoso Bradley Nowell. Santeria, What I Got ou Doing Time: a celebração da felicidade e do pensamento positivo.
Fight For Your Mind (1995): seja através do seu lado mais intimista (Power of the Gospel) ou com a força da banda (Ground on Down), Ben Harper delicia-nos com o seu toque único.
Melloncollie and the Infinite Sadness (1995): servido em dose dupla este albúm marcou uma época. Impressiona pela coerência da qualidade das músicas mas é nas letras de Corgan que se encontra a sua grande virtude.
Blood Sugar Sex Magik (1991): um albúm de Funk exímio onde Suck My Kiss e Give it Away casam na perfeição com o lado acústico de I Could have Lied e Breaking the Girl.
O (2003): Damien Rice consegue, praticamente, sozinho (sem esquecer a doçura da voz de Lisa) fazer um albúm irresistível porque nos toca demasiado. É na simplicidade que reside a virtude.
Crash (1996): um albúm, tecnicamente exemplar, que consegue juntar obras-primas como #41 (why won't you ever be glad?), Crash Into Me e So Much to Say só tem é que figurar nesta lista...
Up (2002): este homem é como o vinho do Porto, como prova este seu último trabalho. Com influências e sonoridades distintas, Growing Up, Signal to Noise e The Drop sobressaem pela excelência da sua composição.
System of a Down (1998): este albúm (bem como a banda) não tem nada a ver com as minhas restantes preferências mas não consigo resistir à força, melodia e comicidade da voz de Serj, bem como à qualidade das suas letras.
Vs (1993): Pearl Jam no seu melhor com toda a raiva de Eddie Vedder (Go, Animal e Blood) associada ao seu lado poético que culmina na beleza das palavras de Indifference num final de albúm que nos faz sonhar...
Uprising (1980): O melhor albúm de Raggae de sempre... provas? Could You be Loved, Coming in From the Cold, Forever Loving Jah e está tudo bem... paz, meus amigos. Também querem magia? Redemption Song. Soberbo...
Un Respiro (2004): a mestria das teclas envolta numa voz ímpar, nos dias que correm, fazem deste pianista um músico único que consegue neste seu mais recente trabalho, roçar a perfeição.
Bem, é melhor parar por aqui... vou mas é ouvir música...
Thursday, September 01, 2005
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1 comment:
Penso que fica mal não colocar nenhum albúm português... pois bem, escolho o "Mingos e Samurais" de Rui Veloso. Pela envolvência, pelas diferentes realidades criadas, pelas letras mas sobretudo, pela Voz.
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